sexta-feira, 16 de março de 2012

Respeitem o próximo!


Na cidade de Linhares, litoral do Espirito Santo, um adolescente de 16 anos ateou fogo em um grupo de quatro moradores de rua. A agressão ocorreu em uma quadra de esportes abandonada que era usada pelo grupo como abrigo. Marinalva da Silva Alves, 64 anos, teve 70% do corpo queimados. Os outros moradores de rua conseguiram escapar antes de serem atingidos pelas chamas.

No DF, um comerciante contratou por R$ 100 um grupo de jovens para queimar dois homens que moravam em frente à sua loja. Em outro caso, foram mortos, a tiros, dois moradores de rua, enquanto dormiam sob árvores na cidade de Taguatinga. No mesmo dia, em Campo Grande (MS), um morador de rua foi amarrado a uma árvore e teve 40% do corpo queimados.

O Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua manifestou repúdio nesta quinta-feira em relação aos atos de violência praticados contra a população de rua de todo o País. Segundo o comitê, os crimes se aproximam de práticas de grupos de extermínio. Em menos de um mês, atentados contra moradores de rua foram cometidos no Distrito Federal (DF), em Mato Grosso do Sul e no Espírito Santo.

De abril de 2011 até a semana passada, 165 moradores de rua foram mortos no Brasil. O número divulgado hoje pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores (CNDDH) representa pelo menos uma morte a cada dois dias.

Com informações da Agência Brasil 

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Como pode?

Muitas vezes ao dia, paro para pensar sobre o que leva uma pessoa a maltratar um morador de rua ou animal.

Atear fogo em mendigo, maltratar e torturar cachorros e gatos, estuprar mulheres e crianças, espancar idosos... Todas essas cenas fazem parte do cotidiano e recheiam jornais impressos e televisivos.

Quanto dessas pessoas nos parecem normais no dia a dia? Como saber quem é capaz de cometer essa crueldade ?

Chegamos a um ponto que divertido é ver alguém sofrer, seja ele um velho, um cachorro ou mendigo. Pessoas, já tão sofridas, animais renegados, tentam conviver com a maldade do homem e o morbido prazer  com o sofrimento alheio.

Incomoda um cachorro magro, sujo e pulguento ou um morador de rua, sujo, malcheiroso, e por vezes bêbado, perto de você? Imagino que sim. Mas como ele chegou ali...Que circuntâncias os levaram a essa vida de desprezo...E que sonhos têm, e se os têm. São perguntas que temos que fazer antes de discriminar.

Moradores de rua são pessoas, cachorros e gatos são animais, portanto, com direito à vida e condições mínimas de sobrevivência. Cada um com seus defeitos e qualidades, pois nós, meu amigo,  também as temos, e muitas. E todos merecem viver em paz.

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