segunda-feira, 18 de julho de 2011

Todos são felizes

Família é mesmo uma coisa. Cada um com suas expectativas e metas de superação. Quando somos crianças acreditamos que nos tornarmos bem sucedidos profissionalmente é o segredo da felicidade. Planejamos nosso futuro, sonhamos e acreditamos que ele vai tardar para chegar.

Cada mãe da família coloca suas expectativas nos seus rebentos. O que vai ser, quem vai se tornar. Mães falam de seus filhos estudiosos, se aborrecem quando param de estudar. Não digo que estão erradas, mas quando se cresce, apesar da importância da formação, cada um escolhe que caminho trilhar.

Alguns se casam cedo e param de estudar para trabalhar. Outros se formam, mas nem por isso "dão certo" na vida. Há ainda aqueles que se formam tarde, quando bate a vontade de estudar. Aqueles que se formam cedo demais, mas se embolam no meio do caminho.

E depois de tantos anos e tantos desvios de caminho, nos encontramos e percebemos que nem tudo saiu conforme o sonhado, porém cada um é feliz ao seu modo.

Em casa alugada ou prória, com carro ou sem ele, com filhos ou não... Todos são felizes. O bem sucedido profissionalmente ficou pra trás. Porque o que importa na vida, realmente, é fazer o que gostamos, estar com as pessoas que amamos e sermos felizes.

Aproveite!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sincericídio: a arte de matar com a verdade

Por vezes o cometemos. Uns mais, outros pouco. No meu caso, isso acontece e mais do que eu gostaria.

Toda mundo é um assassino em potencial e, para isto acontecer, basta abrir a boca. Não estou falando em crimes cometidos em atos orais mal-sucedidos, mas na forma mais antiga de se matar alguém: o sincericídio. Uma dose certa de verdade é capaz de acabar com a vida de uma pessoa

Comigo, ele acontece duas situações: a primeira quando saí "na lata", sem pensar. Saca? Quando vê, já foi, falou. Não tem mais volta. E você só percebe o erro quando nota o silêncio constrangedor a sua volta. Aí você pensa que deveria ouvir mais e falar menos.

A outra situação rola quando bate aquela vontade incontrolável de ser sincera com alguém. Uma amiga, o par ou  alguém que você gosta, que sempre sai magoado após o desabafo.

Tenho uma amiga que é um doce. Boa demais com todos. Sempre muito prestativa e atenciosa. E você não vai acreditar, mas é justo com ela que eu sempre sou o bastião da sinceridade. Sempre me arrependo!

Fomos programados para acreditar que a sinceridade sempre é a melhor saída. Mas não, meu caro! Fomos enganados.

Há aqueles que insistem em dizer que preferem mil vezes a verdade que dói a uma mentira. Eu sou uma delas. Mas tenho que confessar que mil vezes já menti para não magoar alguém.

Mas o sincericídio, propriamente dito, é quando alguém não te pergunta e mesmo assim vocês faz "questã" de deixar clara sua opinião. Seja sobre o peso da amiga, a roupa da mãe ou o novo corte de cabelo da colega de trabalho. Se ninguém pediu sua opinião, o mínimo que você pode fazer é guardá-la para si.

Tenho outra amiga que vive soltando frases do tipo: "Ah, você gosta? Eu não curto assim". Ou então..."Nossa, você engordou, né?"...."Com esse cavanhaque você fica mais velho!".

Caspita! Se ninguém perguntou, o que leva uma pessoa a dar sua opinião e ser tão sincera? Porque tudo isso depende do ponto de vista de cada um.  Então, o melhor nessas horas é calar.

Tá bom que todo mundo gosta de “gente que fala o que pensa”. O problema é que a gente pensa muita merda. Somos humanos, cometemos erros de julgamento.

Muitas vezes, a sinceridade é usada pra disfarçar a grosseria. A pessoas diz, com aquele alívio incomum do “pronto, falei”, e quem ouve ainda deve agradecê-la por ter falado a verdade. Que nada. Muitas coisas não passam de ponto de vista e se o que você pensa não vai trazer um bem comum entre você e a vítima, não diga. Se falar algo vai apenas fazer com que o outro se sinta mal em troca do teu alívio, fique quieto!

Eu sempre tenho acessos de sinceridade. Se algo não está muito bem, quero deixar claro e muitas vezes já deixei até um climão se formar por conta disso. Hoje tento, com todas as forças do meu ser, me calar. Deixar passar. Se a pessoa perceber e quiser conversar...ótimo, estarei aqui. Mas não serei eu a levantar a polêmica.

Deixe-me ficar quietinha, no meu cantinho. Porque se peixe morre pela boca...meu amigo, eu devo ter sete vidas. E pretendo economizá-las ao máximo, antes que se acabem.

E tenho dito!